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Michael Jackson: Seu Inesquecível "Thriller"

por johnny, 15 de set. de 2010

Em 1982, a MTV exibiu pela primeira vez Billy Jean, do superastro Michael Jackson, causando grande impacto. O melhor viria pouco tempo depois, quando John Landis dirigiu a inesquecível dança dos zumbis do clipe de thriller, uma superprodução de 14 minutos de duração que levaria os vídeos de música a uma nova dimensão, na qual criatividade e grana seriam essenciais. MJ quebrou duas barreiras na MTV: a de sua raça e a da arte de criação de vídeos e a emissora consagrou-se o principal veiculo de promoção do rock e do pop.

Ao lado do produtor Quincy Jones e do cineasta John Landis, Michael Jackson deu um passo à frente de sua época e mudou a linguagem dos vídeos musicais para sempre. O trio apostou na qualidade de roteiro de cinema e edição de filmes publicitários, em detrimento de um playback simples, frio com uma direção de arte pobre em efeitos e técnica, que eram usados até o momento.

Até então, nenhum vídeo tinha sido tão caro, Thriller custou inacreditáveis 500 mil dólares, um absurdo para os padrões da época, atingindo um nível tão alto de qualidade, com direito a uma pequena história cinematográfica dentro de outra historia, alem da inesquecível dança de zumbis, maquiagem e efeitos especiais. A partir deste momento, a indústria do vídeo da música iria considerar este estilo de dança, com artistas alinhados, a nova norma mundial.

Thriller é um ícone imprescindível para a cultura pop. A jaqueta vermelha e a calça curta de MJ, a dança dos zumbis, a gargalhada de Vicent Price ao final. Suas imagens inspiraram centenas de outros videoclipes que viriam depois e tranformou MJ no astro mais famoso do mundo. Boa parte do sucesso de vendas do álbum thriller deve-se a esse clip.

Thriller marcou gerações de todo o planeta, foi o vídeo mais assistido de todos os tempos e também o mais parodiado. Suas influencias são infinitas, basta olhar adiante e ver quantos artistas bebem da sua fonte. Aqui no Brasil ele foi exibido pela primeira vez no fantástico, que o reprisou na semana seguinte a pedidos dos telespectadores. No auge de sua popularidade o vídeoclip chegava a ser reprisado duas vezes por hora na MTV americana. Nenhum outro videoclipe teve tamanha repercussão, antes ou depois.



Curiosidades:

Thriller chegou a ter uma premiere em um cinema de Los Angeles, com a presença de dezenas de artistas como Marlon brando, Elizabeth Taylor, Cher, Diana Ross, eddy Murphy e Prince. A platéia aplaudiu o vídeo de pé e exigiu que ele fosse repetido.

A pesquisa, realizada pelo MySpace, entrevistou mais de mil fãs de música. Os entrevistados fizeram a escolha a partir de uma lista de 20 videoclipes selecionados por críticos do cinema e do entretenimento. Thriller, reconhecido por ter rompido as fronteiras entre produção de música e cinema, conquistou 15,2% dos votos, à frente de Here it Goes Again, sucesso de 2006 na Internet com a banda OK GO dançando em esteiras de ginástica.

Direção: John Landis
Produção:
George Folsey Jr.
Roteiro:
John Landis & Michael Jackson
Elenco:
Michael Jackson & Ola Ray
Lançamento:
02 de dezembro de 1983
Duração:
13:43 min.
  • agradecimento à revista BIZZ

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Erykah Badu e Seu Vídeo Polêmico

por johnny, 13 de set. de 2010

Alguns artistas utilizam o videoclip como forma de protestar ou divulgar alguma causa. Coldplay, U2, The Christians são alguns exemplos que souberam lançar mão da mídia para projetar seus ideais e protestos. Erkah Badu soube fazer isso da melhor forma possível em um clipe polêmico e muito divulgado em 2010 nas mídias de comunicação.

O vídeo para a canção Window Seat começa com Badu saindo de um carro para então caminhar pela rua Dealey Plaza, em Dallas, Texas, o mesmo local onde Kennedy foi assassinado em 1963 e despindo aos poucos em plena luz do dia aos olhares de trabalhadores e familias inteiras, incluindo crianças. Eles acompanham a cena incrédulos, pois a gravação é feita sem cortes e sem figurantes. Ao chegar ao local onde Kennedy foi assassinado, ouve-se um tiro e ela cai no chão. Um liquido azul que simula sangue, escorre pela rua formando a palavra “groupthink”. Em seguida a câmera gira ao redor do lugar e de repente a cantora ressurge ainda nua, com uma peruca estranha que cobre seus seios.


A cantora diz ser contra o groupthink, expressão que significa pensamento coletivo e que foi criada em 1952 pelo sociólogo e jornalista norte americano William H. Whyte. Trata-se de uma corrente socialista que acredita que a melhor forma de um grupo chegar a um consenso e minimizar conflitos é não haver espaço para contestar, analisar e avaliar outras idéias. Desta forma, membros do mesmo grupo evitam promover pontos de vista fora do conforto do pensamento consensual. Umas das suposições que levam a crer que Badu seja contra o groupthink é o fato de existir falhas nessa linha de pensamento como por exemplo, uma pessoa que tem medo de expressar-se pelo temor de sofrer rejeição por parte do público maior. Talvez essa seja a mensagem principal do video.

Em entrevista ao jornal americano The Dallas Morning News, a cantora de soul, de 39 anos, disse que o vídeo era "um protesto" e um convite para que as pessoas "se libertem". No twitter Badu explicou que seu vídeo é uma declaração contra o pensamento de grupo e as regras não escritas ao se referir a teoria da psicologia social. O video causou intensa polêmica e foi assunto de várias discussões em blogs mundo afora. Um internauta no Youtube disse:

"Isso foi profundo, uma bela expressão. Nós como pessoas condenamos o que não compreendemos, abra suas mentes e seus corações e sejam verdadeiramente livres e não tenham medo de se expressar (individualmente)"


Uns acusam a cantora de se promover utilizando da fama de kennedy. outros acreditam que ela apenas quis mostrar seu ponto de vista em um lugar simbólico para os norte americanos. John Kennedy levou um tiro na cabeça em 1963 quando passava de carro pela praça Dealey, e seu assassinato provocou comoção nos EUA e no mundo. O local de sua morte é amplamente visto como um lugar sagrado.

Sobre as filmagens Badu afirmou que ficou mais tensa e nervosa com a possibilidade da policia aparecer do que com o fato de ficar nua em público.

"Estava concentrada durante a filmagem desse vídeo, e fazê-lo me permitiu vencer os temores e lentamente domá-los. Estava muito preocupada com os policiais para ter vergonha da minha nudez."


A artista vencedora dos Grammy em 1997 graças à música "On & On" também contou que as pessoas nas ruas gritavam: "este é um lugar público. Deveria se envergonhar" ou "coloque a roupa!".

A ousadia lhe rendeu uma multa de 500 dolares e 6 meses de prisão que serão cumpridos em regime domiciliar. A justiça texana alegou má consuta de cantora depois que varias queixas foram dadas a justiça local, após o vídeo fazer sucesso na net.

Erica Abi Wright é uma bem-sucedida cantora de R&B. batizou-se de Eriyah Badu em 1997, ano que lançou o primeiro álbum e o sucesso “on & on”. No mesmo ano ganharia o Grammy de melhor álbum e melhor vocal feminino. A música para esse vídeo está no álbum New Amerykah Part Two: Return of the Ankh, lançado em março de 2010. A canção Window Seat é uma das mais escutadas de 2010.

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Quem é esse tal de Damon Albarn?

por johnny, 18 de ago. de 2010

Primeiro veio o Blur, uma das bandas do Britpop mais originais surgidas na Inglaterra dos anos 90; depois surgiu com o projeto Gorillaz, uma ideia genial de juntar desenho animado e música da melhor qualidade que resultou num dos grupos musicais de maior sucesso dos últimos anos e ainda sobrou tempo pra se reunir com antigos integrantes do Clash, Verve e Afrobeat e criar a mais brilhante trilha sonora da vida londrina com sua outra nova banda - The Good, The Bad & The Queen.

Estamos falando do Damon Albarn, o mentor de todas essas bandas e um dos maiores gênios da música dos últimos tempos. É verdade que na história do rock, ele e sua banda Blur figuram como vices na disputa entre o Oasis pelo primeiro posto em influência e popularidade.

Contudo, Albarn conduziu sua carreira de forma surpreendente e muito bem sucedida, diga-se de passagem, ao apostar em dois projetos inusitados: o primeiro, o Gorillaz, com integrantes transformados em personagens virtuais e uma mistura de Hip-Hop e rock, vendeu mais de 12 milhões de cópias ao redor do mundo de seus dois álbuns de estúdio - o brilhante Gorillaz e o ótimo Demon Days (eleito um dos 10 melhores álbuns de 2005, segundo a Rolling Stone) .

O segundo projeto batizado de The Good, The Bad & The Queen. Uma "superbanda", com músicos consagrados por outros trabalhos como Paul Simonon, baixista da lendária banda punk inglesa The Clash; Simon Tong, ex-guitarrista do The Verve e o baterista do Afrobeat Tony Allen, todos músicos excepcionais em seus instrumentos.

Blur

Em 1989, Albarn junta-se a amigos da faculdade e formam o grupo Seymour, mudando mais tarde para Blur, com o Blur eles alcançam o estrelato na Inglaterra com o álbum Parklife (1994), um desfile de preciosidades, que retratavam os costumes do povo londrino, a obra prima do quarteto só não alcançou sucesso planetário porque seus temas ainda giravam em torno dos costumes ingleses. Porém em 1997 veio o estouro mundial com o álbum homônimo e o grande hit de dois minutos song 2.

A canção foi um marco na carreira do grupo, tornando-os conhecidos no mundo todo e definindo o novo som do grupo. A mudança veio devido ao crescente declínio que o Britpop (estilo musical mais popular e influente da Inglaterra no anos 90 por causa de bandas como Oasis, Suede e o Blur) estava sofrendo. Agora com guitarras mais barulhentas, com influências do Pavement, Sonic Youth e Dinossaur jr. o Blur já podia se sentir renovado.

Entretanto os tempos eram outros e após o lançamento do sexto álbum de estúdio "13" a banda não conseguiu manter o sucesso de antes, assim como outras bandas do britpop como Oasis, The Verve e Travis.

single de "Stylo" do Gorillaz

Em 2001, após o fim não oficial da banda, Damon decide trabalhar em um projeto paralelo, chamou alguns músicos e o cartunista Jamie Hewlett, criador da HQ Tank Girl e criou o grupo Gorillaz. Um sucesso mundial. a banda que misturava batidas hip-hop e rock fez tanto sucesso que depois ninguém lembrava mais que o seu mentor era vocalista do Blur, isso devido ao fato de que o grupo era formado por personagens virtuais, uma novidade, "avatares" que representavam os quatro integrantes oficiais: Tina Weymonth (Talking Heads e Tom Tom Club), o DJ canadense Kid Koalae o veterano cantor cubano Ibrahim Ferrer. com músicas como Clint Eastwood, Feel Good Inc. e Dare eles alcançaram a parada de sucesso e foram trilha de muitas baladas.

Recentemente o Gorillaz lançou mais um álbum de inéditas, intitulado Plastic Beach. Desta vez, com participação de músicos como Lou Reed, Paul Simonon e Mick Jones (também do Clash)entre outros. Vale a pena dar um ouvida, o disco é bom do inicio ao fim e promete ser um dos destaques de 2010.

Em 2007, chega as lojas The Good, The Bad & The Queen, "uma misteriosa obra sobre Londres" - assim definiu Albarn, um disco genial com produção sofisticada, criando um carrossel de melancolia, cujo resultado final deixa o ouvinte com vontade de ouvir mais.

A novidade agora é um passeio pela música africana, o pop inglês ( pode-se perceber influencias do álbum Parklife), o jazz e o hip hop americano - alias, este estilo musical está sempre presente nos últimos projetos do vocalista.

Com toda a certeza eu posso afirmar sem medo que Damon foi um dos maiores gênios da música dos últimos 20 anos. Ele compôs vários sucessos que marcaram uma geração, influencia muitos grupos ingleses e de todo o mundo, liderou aquela banda que para muitos foi a principal percussora do movimento Britpop, o Blur.

Criativo, Albarn não se prendeu apenas ao seu grupo e busca sonoridades diferentes com outros projetos, como o Gorillaz e o The Good, The Bad & The Queen e apesar de sua primeira banda ter perdido o duelo com o Oasis, ele sim, pode ser considerado um vitorioso. Reinando na cena pop inglesa com maravilhosos trabalhos, que repercutirão por muitos anos.

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CLÁSSICOS DA MÚSICA: Paul Simon - Graceland

por johnny, 16 de ago. de 2010

Paul Simon é um artista norte americano, que fez muito sucesso na década de 60 quando fazia parte da dupla Simon & Garfunkel, ao lado do parceiro Art Garfunkel, entre seus maiores sucessos estão, The Sounds of Silence, Bridge Over Troubled Water e Mrs Robson. Nos anos 70, Simon seguiu carreira solo, sempre lançado discos interessantes como Paul Simon (1974) e Heart and Bones (1982), mas foi com Graceland que o cantor obteve seu maior êxito comercial.

Lançado originalmente em 1986, graceland é um belíssima homenagem a música africana. Com participações maravilhosas de Miriam Makeba (“Under african skies”) e Ladysmith Black Mambazo (“Diamonds on the soles of her shoes”), entre outros artistas africanos, o álbum foi um sucesso enorme e ganhou o Grammy de melhor álbum do ano, vendendo 14 milhoes de cópias.

O repertório conta com 11 canções de puro bom gosto e brilhantismo, mesclando ritmos africanos com uma sonoridade mais pop. Conta com participações de músicos da África da Sul, Senegal, Nigéria, Malawi e Zimbabwe. Alem disso é considerado um dos pilares do que ficou conhecido como World Music – estilo musical popularizado por Peter Gabriel, David Byrne e Sting.

Um dos destaques de Graceland é o equilíbrio entre uma sonoridade mais pop com ritmos africanos, com vocais a capella, percussões a base de acordeon alem de participações de artistas africanos como a mama áfrica Miriam Makeba. Na verdade, o álbum foi gravado totalmente com músicos africanos.

Paul conseguiu misturar o estilo tradicional sul-africano mbaqanga – estruturas de três acordes e harmonias de acompanhamento que lembra muito o R&B, que Paul tanto admira – com seu estilo próprio de criar melodias pop fascinantes. O resultado é um dos momentos mais lindos da carreira do artista e da música mundial. Paul Simon provou que a música não tem fronteiras e que ela é capaz de unir culturas em um mesmo espaço.

O próprio Simon diria mais tarde que considera a faixa-título a melhor música que já compôs.



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